Concerto 11/11, sábado

Programa

Heitor Villa-Lobos (1887-1959)

  • Quatuor (1928), flauta, oboé, clarineta e fagote – I. Allegro non troppo, II. Lento, III. Allegro Molto Vivace
  • Assobio a jato (1950), cello e flauta
  • Choros nº2 (1924), flauta e clarineta
  • Bachianas Brasileiras nº6 (1938), flauta e fagoteI. Ária (Choro); II. Fantasia

Músicos


Toninho Carrasqueira, flauta

Toninho Carrasqueira

Com  vários CDs premiados e uma história  de centenas de apresentações por mais de 40 países, Carrasqueira é desses raros artistas que navegam livremente  e com a mesma propriedade pelos universos erudito e popular, tradicional e contemporâneo.  Elogiado pela crítica internacional tocando a música de Bach, Mozart, Poulenc, Villa-Lobos, Guarnieri… tem gravações dedicadas a Pixinguinha, Callado, Pattápio Silva, Maurício Carrilho, Guinga e outros mestres da música popular brasileira que são consideradas primorosas.  Com o Quinteto Villa-Lobos, grupo que integrou durante 15 anos, gravou quatorze CDs, dois DVDs, realizou centenas de apresentações didáticas para crianças da rede pública de ensino e recebeu indicações ao Grammy e os prêmios Rival e Carlos Gomes discernidos ao melhor grupo camerístico brasileiro.  Com formações como  a Orquestra de Câmara de Heidelberg e em duo com a pianista Maria José Carrasqueira tem uma extensa carreira internacional. Doutor em Artes pela Universidade de São Paulo (2011)  é graduado pelo Conservatoire National de Versailles, França (1974) onde obteve o Premier Prix de Flute e pela Ecole Normale de Musique de Paris, França  (1975)  onde obteve a Licence de Concert.  Professor do Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e em cursos da Escola Portátil de Música, é frequentemente convidado a lecionar em  Festivais  brasileiros como os de Campos do Jordão, Ouro Preto, Curitiba e Brasília. Vem também ministrando masters classes em  universidades  dos EUA,  da Europa  e da América Latina.   É presença constante nos palcos e estúdios de gravação `a frente de algumas de nossas principais orquestras sinfônicas e ao lado de artistas de variadas tendências estéticas, como o Quarteto de Brasília, Flo Menezes, Mauricio Carrilho, Egberto Gismonti, Naylor Proveta, Ivan Vilela, Marco Pereira  e Marlui Miranda, entre muitos outros.

Na imprensa :

  •  …um artista completo.. um dos melhores flautistas que esse país já produziu…                              J.J. de Moraes  Jornal da Tarde…São Paulo
  •  ..um virtuose nato, Carrasqueira toca com muita fluência,  graça e refinamento.                               Ottawa Jornal  Ottawa  Canada
  • Toninho Carrasqueira é um dos maiores músicos brasileiros. tocando Pixinguinha e Pattápio Silva, sua sensibilidade aguda realiza um CD fundamental para os cultores da música   brasileira. Gazeta Mercantil  São Paulo
  •  A fusão expressiva realizada pelos dois irmãos instrumentistas foi sem dúvida uma das mais vivazes,  límpidas  e que mais sucesso tiveram  entre as ouvidas este ano em Roma. Nuovo Sound… Roma
  • “Dono de um dos mais belos sopros nacionais de todos os tempos,  o virtuose Toninho Carrasqueira presta uma homenagem a dois  gênios do instrumento…  Um disco indispensável.”       O Estado de São Paulo
  • Os Solistas de Heidelberg nos apresentaram  peças de Telemann,  Mozart  e Bach, dando a essas obras um significado  musical  e  poético notável,  tocando com muita expressão, clareza,  bom gosto e simplicidade. O conjunto soa com precisão  e  estilo … os solistas são maravilhosos… impossível  desejar algo melhor do que  a  flexibilidade,   a vida  e  a  sensibilidade  cativante  do  flautista   Antonio Carlos Carrasqueira.   Paris-Normandie… Rouen
  • As soon as the trio of Carrasqueira, Santos, and Fagerlande began to play I realized that these three works would have an unfair advantage — the performers are simply at the very top of what they do. Since I am a flutist, I am particularly wowed by Carrasqueira, who manages to give the somehow contradictory impression that 1. his whole body is involved in the music-making and expression, and 2. he has such a mastery of the flute that only a fraction of his attention is really necessary to produce a tone of such beauty and expression that anyone else would have to give 110 percent.  Classical Voice of North Carolina

Fábio Cury, fagote

http://www.fabiocury.com/

foto: Heloísa Bortz

fabio

Atua como professor de fagote na USP e como fagotista solista da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo. Além disso, tem se destacado como um versátil solista e camerista, revelando facetas pouco conhecidas de seu instrumento. Foi membro fundador da Camerata Aberta, grupo totalmente dedicado ao repertório contemporâneo com o qual foi premiado pela APCA e pela Revista Bravo. Seus esforços em prol da divulgação da música brasileira encontraram reconhecimento com o prêmio de Melhor Álbum de Música Erudita conferido pela APCA, em 2010, ao CD Novas e Velhas Cirandas: Música Brasileira para Fagote e Orquestra. Lançou ainda Mignone por Fábio Cury: 16 Valsas para Fagote Solo, pelo selo SESC, e Santoro Inédito, pelo selo Água Forte. O álbum Fábio Cury e Alessandro Santoro interpretam Bach registra  sua estreia com os instrumentos históricos. Gravou ainda música de câmara para os selos Paulus, Meridian (Inglaterra) e Brasil Meta Cultural – Lindoro (Espanha). Sua atividade multifacetada e a especial atenção que concede à música brasileira credenciaram-no como presença marcante não só em praticamente todos os festivais de música e séries de música de câmara como também à frente das mais prestigiosas orquestras brasileiras. Da mesma forma, já atuou como intérprete, professor e palestrante em eventos na Argentina, Panamá, Colômbia, Estados Unidos, Canadá, Bélgica, Eslovênia, Inglaterra, França, Portugal e China, entre outros países.


Luís Afonso Montanha, clarineta

https://lamontanha.wordpress.com/

Luis Afonso Montanha

foto: Lost Art

Natural de Americana –SP, foi Primeiro Clarinetista da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo (1992 a 2014). Integrou também as Orquestras Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo e Orquestra Sinfônica de Campinas, entre outras. Foi integrante dos grupos: Camerata Aberta (Prêmio APCA 2010 e Prêmio Bravo 2012), Opus Brasil Ensemble, Tetralogia e Grupo QuartaD. Integra o quinteto Sujeito a Guincho (Prêmio Eldorado de Música 1995 e Sharp 1997), o Duo Clarones (com o Prof. Henri Bok – Holanda) e Quinteto Pierrot. Fez especialização em Clarinete/Clarone no Conservatório de Rotterdam – Holanda. É Doutor em Performance pela Unicamp e, desde 1992, Professor de Clarinete/ Clarone e Música de Câmara no Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes da USP. Atualmente é Chefe do Departamento CMU-ECA-USP. Tem grande atuação como solista e camerista, apresentando-se no Brasil, Europa e Estados Unidos, destacando importantes estreias do repertório do Séc. XX e XXI para clarinete e clarone. Vencedor, como solista, do Prêmio Eldorado de Música e do Prêmio Esso de Música (Holanda), entre outros. É artista apoiado pela Selmer-Paris.


Alexandre Ficarelli, oboé

Alexandre Ficarelli

Realizou seus estudos na Alemanha, na Escola Superior   de  Música de  Stuttgart  na  classe  do Prof. Ingo Goritzki, concluindo em junho de 1996 com os títulos Orchesterdiplom  e  Künstlerisch Aufbaustudium,  graduação e pós-graduação respectivamente. Obteve no período de graduação uma bolsa de estudos da Fundação Vitae. Durante sua estada europeia participou de diversas formações instrumentais dentre elas: Deutsche Kammerakademie Neuss, Orquestra de Câmara de Stuttgart, Bachakademie e Bach Collegium Stuttgart, Orquestra Sinfônica do Festival de Schleswig-Holstein e com a Orquestra Filarmônica de Ulm na temporada 1995/96.  Foi membro do grupo instrumental de música contemporânea Camerata Aberta – Emesp, onde atuou desde a sua criação até 2014, participando em concertos no Brasil e no exterior. Tem atuado como camerista e solista com grande repercussão no cenário musical brasileiro. Ocupa o cargo de primeiro oboé da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo desde setembro de 1996. É docente da Universidade de São Paulo onde leciona oboé no Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes.


Robert Suetholz, violoncelo

robert suetholz

foto: Leko Machado

Natural de Milwaukee, Wisconsin, EUA. Trabalhou sob orientação de George Sopkin, membro-fundador do Quarteto Fine Arts, seu sucessor Wolfgang Laufer, e Uzi Wiesel, ex-violoncelista do Quarteto de Cordas de Tel-Aviv, Israel. Obteve seu Mestrado em Violoncelo em 1998, sob a orientação de Hans Jørgen Jensen, da Universidade de Northwestern, em Chicago (EUA) e seu Doutorado em Música pela USP em 2011. Atuou em várias orquestras internacionais, como a Israel Sinfonietta (spalla dos violoncelos) e a Orquestra Sinfônica de Milwaukee (EUA), entre outras. Residindo no Brasil desde 1985, foi spalla dos violoncelos das orquestras sinfônicas da USP, do Estado de São Paulo e da Sinfonia Cultura – Orquestra da Rádio e TV Cultura. Foi violoncelista do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo durante vinte e cinco anos, se desligando deste no final de 2016. É professor de violoncelo no Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes da USP desde 1989. Em 2015, pela Editora Prismas, lançou o livro Técnicas de reeducação corporal e a prática do violoncelo.